Distinção Entre o Arrebatamento e a Segunda Vinda

“E eis que venho sem demora, e comigo está o galardão que tenho para retribuir a cada um segundo as suas obras... Certamente, venho sem demora” (Ap 22.12,20).

O encontro nos ares

Essas palavras, as últimas de Cristo que foram registradas por escrito, confirmam Sua promessa anterior: “...voltarei e vos receberei para mim mesmo, para que onde eu estou, estejais vós também” (Jo 14.3). Paulo faz referência ao cumprimento dessa promessa: “Porquanto o Senhor mesmo, dada a sua palavra de ordem, ouvida a voz do arcanjo, e ressoada a trombeta de Deus, descerá dos céus, ...e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro; ...depois nós, os vivos, os que ficarmos, seremos arrebatados juntamente com eles, entre nuvens, para o encontro do Senhor nos ares, e, assim, estaremos para sempre com o Senhor” (1 Ts 4.16-17).

Como resposta a essas promessas de Cristo, “o Espírito e a noiva dizem: Vem!” (Ap 22.17); ao que João adiciona, jubilante: “Amém! Vem, Senhor Jesus!” (Ap 22.20b). Quem é essa Noiva? Após declarar que esposo e esposa são “uma só carne”, Paulo explica: “Grande é este mistério, mas eu me refiro a Cristo e à igreja” (Ef 5.32).

A qualquer momento

As palavras de Cristo, do mesmo modo como as de João, do Espírito e da Noiva, não fariam sentido se essa vinda para levar os crentes para Si mesmo tivesse que esperar a revelação do Anticristo (perspectiva pré-ira) ou a consumação da Grande Tribulação (perspectiva pós-tribulacionista). Uma vinda de Cristo “pós-qualquer coisa” para Sua Noiva simplesmente não se encaixa nessas palavras das Escrituras. Afirmar que a Grande Tribulação deve ocorrer primeiro, para que o Espírito e a Noiva digam: “Vem, Senhor Jesus”, é como exigir o pagamento de uma dívida que vai vencer somente em sete anos!

Um Arrebatamento “pós-qualquer coisa” vai contra várias passagens das Escrituras que demandam claramente a vinda de Cristo a qualquer momento (iminente). O próprio Jesus disse: “Cingido esteja o vosso corpo, e acesas as vossas candeias, sede vós semelhantes a homens que esperam o seu senhor” (Lc 12.35,36a). Esse mandamento seria ridículo se Cristo pudesse vir para o Arrebatamento apenas após os sete anos da Tribulação.

A vinda que a Noiva de Cristo tanto deseja levará à ressurreição dos mortos e à transformação dos corpos dos vivos. Isso fica bem claro não somente em 1 Tessalonicenses 4, mas também através de outras passagens: “...de onde (os céus) aguardamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo, o qual transformará o nosso corpo de humilhação, para ser igual ao corpo da sua glória” (Fp 3.20-21). Muitas outras passagens também incentivam os crentes a vigiar e esperar com intensa expectativa. Essas exortações somente fazem sentido se a possibilidade de Cristo levar Sua Noiva para o céu puder ocorrer a qualquer momento: “...aguardando vós a revelação de nosso Senhor Jesus Cristo” (1 Co 1.7); “...deixando os ídolos, vos convertestes a Deus, para servirdes o Deus vivo e verdadeiro, e para aguardardes dos céus o Seu Filho...” (1 Ts 1.9-10); “...aguardando a bendita esperança e a manifestação do nosso grande Deus e Salvador Cristo Jesus” (Tt 2.13); “...aparecerá segunda vez ...aos que o aguardam para a salvação” (Hb 9.28); “Sede, pois, irmãos, pacientes, até à vinda do Senhor” (Tg 5.7).

Diferentes opiniões sobre o Arrebatamento não afetam a salvação, mas deveríamos procurar entender o que a Bíblia diz. A Igreja primitiva estava claramente esperando o Senhor a qualquer momento. Estar vigiando e esperando por Cristo, se o Anticristo deve aparecer primeiro, é como esperar o Pentecoste antes da Páscoa. No entanto, Cristo exortou: “Vigiai, pois, porque não sabeis o dia nem a hora” (Mt 25.13); “...para que, vindo ele inesperadamente, não vos ache dormindo. O que, porém, vos digo, digo a todos: vigiai” (Mc 13.36-37).

A surpresa da Sua vinda

A seguinte afirmação de Jesus também não se encaixa numa vinda pós-tribulacionista: “Por isso, ficai também vós apercebidos; porque, à hora que não cuidais, o Filho do Homem virá” (Mt 24.44). É absurdo imaginar que qualquer pessoa sobrevivente da Grande Tribulação, que tenha visto os eventos profetizados (as pragas e julgamentos derramados na terra; a imagem do Anticristo no Templo; a marca da besta imposta a todos que quiserem comprar e vender; as duas testemunhas testificando em Jerusalém, sendo mortas, ressuscitadas e levadas ao céu; Jerusalém cercada pelos exércitos do mundo, etc.), tendo contado os 1260 dias (3 anos e meio) de duração da segunda metade da Grande Tribulação (preditos em Apocalipse 11.2-3;12.14), poderia imaginar naquela hora que Cristo não estaria a ponto de retornar! Após todos esses acontecimentos, isso será por demais evidente. Portanto, simplesmente não há como reconciliar uma vinda de Cristo pós-tribulacionista com Seu aviso de que virá quando não estiver sendo esperado.

Distinção entre Arrebatamento e Segunda Vinda

Somente essa afirmação já distingue o Arrebatamento (a retirada da Igreja da terra para o céu) da Segunda Vinda (para resgatar Israel durante o Armagedom); pois este último acontecimento não vai surpreender quase ninguém. Contrastando com Seu aviso de que mesmo muitos na Igreja não O estarão esperando, as Escrituras anunciam outra vinda de Cristo quando todos os sinais já tiverem sido cumpridos e todos souberem que Ele está voltando. A um Israel descrente, Cristo declarou: “Assim também vós: quando virdes todas estas coisas, sabei que está próximo, às portas” (Mt 24.33). Até o Anticristo saberá: “E vi a besta e os reis da terra, com os seus exércitos, congregados para pelejarem contra aquele que estava montado no cavalo e contra o Seu exército” (Ap 19.19).

 

“Cingido esteja o vosso corpo, e acesas as vossas candeias, sede vós semelhantes a homens que esperam o seu senhor” (Lc 12.35,36a)
 

Ou Cristo está se contradizendo (impossível!), ou Ele está falando de dois eventos. Jesus disse que virá num tempo de paz e prosperidade quando até Sua Noiva não estará esperando por Ele: “Ficai também vós apercebidos, porque, à hora em que não cuidais, o Filho do Homem virá” (Lc 12.40). Não somente as [virgens] néscias, mas até as sábias estarão dormindo: “E, tardando o noivo, foram todas tomadas de sono e adormeceram” (Mt 25.5).

No entanto, a Escritura diz que o Messias virá quando o mundo estiver quase destruído pela guerra, fome e os juízos de Deus, e quando Israel estiver quase derrotado. Então, Yahweh declara: “olharão para aquele a quem traspassaram” (Zc 12.10b), e todos os judeus vivos na terra reconhecerão seu Messias que retornará como “Deus forte, Pai da Eternidade” (Is 9.6): exatamente como os profetas previram, Ele veio como homem, morreu pelos seus pecados, e retornará, dessa vez para salvar Israel. Sobre esse momento culminante, Cristo declara: “Aquele, porém, que perseverar até ao fim, esse será salvo” (Mt 24.13). Paulo adiciona: “...todo o Israel [ainda vivo] será salvo”... (Rm 11.26).

Dois eventos distintos

Não podemos escapar ao fato de que duas vindas de Cristo ainda se darão no futuro: uma que surpreenderá até mesmo Sua Noiva e outra que não será uma surpresa para quase ninguém. As duas não podem ser o mesmo evento. Mas onde o Novo Testamento diz que ainda há duas vindas a serem cumpridas? Todo cristão crê em duas vindas de Cristo: Ele veio uma vez à terra, morreu pelos nossos pecados, ressuscitou dentre os mortos, retornou ao céu e voltará. Contudo, em nenhum lugar o Antigo Testamento diz que haveria duas vindas distintas.

Esse fato causou confusão para os rabinos, para os discípulos de Cristo e até para João Batista, que era “cheio do Espírito Santo, já do ventre materno” (Lc 1.15, 41,44), João tinha testificado que Jesus era “o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo” (Jo 1.29). No entanto, este último dos profetas do Velho Testamento, de quem não havia ninguém maior “nascido de mulher” (Lc 7.28), começou a duvidar: “És tu aquele que estava para vir ou havemos de esperar outro?” (Mt 11.3).

Somente uma vinda do Messias era esperada. Ele iria resgatar Israel e estabelecer Seu Reino sobre o trono de Davi em Jerusalém. Por essa razão os rabinos, os soldados e a multidão zombaram dEle na cruz (Mt 27.40-44; Mc 15.18-20; 29-32; Lc 23.35-37). Apesar de todos os milagres que Jesus tinha feito, os discípulos, da mesma forma, tomaram Sua crucificação como a prova conclusiva de que Ele não poderia ter sido o Messias. Os dois na estrada de Emaús disseram: “...nós esperávamos que fosse Ele quem havia de redimir Israel” (Lc 24.19-21) – mas agora Ele estava morto.

Cristo os repreendeu por não crerem “tudo o que os profetas disseram!” (Lc 24.25). Este era o problema comum: deixar de considerar todas as profecias. Israel tinha uma compreensão unilateral da vinda do Messias (e continua assim atualmente), que lhe permitia ver apenas Seu reino triunfante e o deixava cego para Seu sacrifício pelo pecado. Até mesmo muitos cristãos estão tão obcecados com pensamentos de “conquista” e “domínio” que imaginam ser responsabilidade da Igreja dominar o mundo e estabelecer o Reino de Deus, para que o Rei possa retornar à terra para reinar. Eles se esquecem da promessa que Ele fez à Sua Noiva de levá-la ao céu, de onde ela voltará com Ele para ajudá-lO a governar o mundo.

O Arrebatamento ocorrerá antes da Tribulação

Como poderia Cristo executar julgamento sobre a terra, vindo do céu “entre suas santas miríades (multidões de santos)” (Jd 14), se primeiro não as tivesse levado para o céu? Aqui temos outra razão para um Arrebatamento anterior à Tribulação. Incrivelmente, Michael Horton, em seu livro “Putting Amazing Back into Grace”, imagina que 1 Tessalonicenses 4.14 (“assim também Deus, mediante Jesus, trará, em sua companhia, os que dormem”) refere-se à Segunda Vinda de Cristo “com os santos”. Ao contrário, na ocasião do Arrebatamento Jesus trará a alma e o espírito dos cristãos fisicamente mortos para serem reunidos com seus corpos na ressurreição, levando-os para o céu juntamente com os vivos transformados. Na Segunda Vinda Ele trará consigo de volta à terra os santos vivos, que já foram ressuscitados e previamente levados ao céu no Arrebatamento.

Antes da volta de Cristo com os Seus santos haverá a celebração das Bodas do Cordeiro com Sua Noiva (Ap 19.7). Tendo passado pelo Tribunal de Cristo (1 Co 3.12-15); (2 Co 5.10 ), os santos estarão vestidos de linho fino, branco e puro (Ap 19.8). Certamente eles devem ser também o exército vestido de linho fino, branco e puro (Ap 19.14) que virá com Cristo para destruir o Anticristo. Quando eles foram levados ao céu? É claro que isso não ocorrerá durante a própria Segunda Vinda, pois não haveria tempo suficiente nem para o Tribunal de Cristo, nem para as Bodas do Cordeiro. O Arrebatamento deve ter ocorrido anteriormente.

Aqueles que estão com seus pés plantados na terra, esperando encontrar um “Cristo”, esquecem que o verdadeiro Cristo virá nos buscar para nos encontrarmos com Ele nos ares e nos levará para a casa de Seu Pai. Eles se esquecem também que o Anticristo estabelecerá um reino terreno antes que o verdadeiro Rei volte para reinar. Infelizmente, os que se empenham em estabelecer um reino nesta terra estão preparando o mundo para o reino fraudulento do “homem do pecado”.

A Escritura registra duas vindas

Como alguém nos tempos do Velho Testamento poderia saber que haveria duas vindas do Messias? Somente por implicação. Ou os profetas se contradisseram quando profetizaram que o Messias seria rejeitado e crucificado e que Ele também seria proclamado Rei sobre o trono de Davi para sempre, ou eles falavam de duas vindas de Cristo.

Não há forma de colocar dentro de um só evento o que os profetas disseram. Simplesmente tem de haver duas vindas do Messias: primeiro como o Cordeiro de Deus, para morrer pelos nossos pecados, e depois como o Leão da Tribo de Judá (Os 5.14-15; Ap 5.5), em poder e glória para resgatar Israel no meio da batalha do Armagedom.

A mesma coisa acontece no Novo Testamento. Note as muitas contradições, a menos que estes sejam dois eventos:

1) Ele vem para Seus santos e numa hora que ninguém espera; mas vem com Seus santos quando todos souberem que Ele está vindo.

2) Ele não vem à terra mas arrebata os santos para se encontrarem com Ele nos ares (1 Ts 4.17); por outro lado, Ele vem à terra: “naquele dia, estarão Seus pés sobre o monte das Oliveiras” (Zc.14.4), e os santos vem à terra com Ele.

3) Ele leva os santos para o céu, para as muitas mansões na casa de Seu Pai, para estarem com Ele (Jo.14.3); mas traz os santos do céu (Zc 14.5, Jd 14).

4) Ele vem para Sua Noiva num tempo de paz e prosperidade, bons negócios e prazeres (Lc 17.26-30); mas volta para salvar Seu povo Israel quando o mundo já terá sido praticamente destruído, em meio ao pior conflito já visto na terra, a batalha do Armagedom.

Rebatendo as críticas ao Arrebatamento

Cristo declarou: “Assim como foi nos dias de Noé ...comiam, bebiam, casavam-se... O mesmo aconteceu nos dias de Ló: comiam, bebiam, compravam, vendiam, plantavam e edificavam; mas, no dia em que Ló saiu de Sodoma, choveu do céu fogo e enxofre... Assim será no dia em que o Filho do Homem se manifestar” (Lc 17.26-30). Essas condições mundiais por ocasião do Arrebatamento só podem se referir ao período anterior à Tribulação; certamente não ao final dela!

Arrebatamento? Há críticos afirmando que a palavra “Arrebatamento” nem está na Bíblia! Isso não é verdade, pois a versão latina da Bíblia (Vulgata), feita por Jerônimo no quinto século, traduziu o grego harpazo (arrancar subitamente) pela palavra raptus (raptar), da qual deriva “Arrebatamento”. Foi o que Cristo nos prometeu em João 14: levar-nos para o céu.

 

“Certamente, venho sem demora”
(Ap 22.20).
 

Outros críticos papagueiam o mito propagado por Dave MacPherson, de que o ensino do Arrebatamento antes da Tribulação apareceu apenas no início do século XIX através de Darby, que o teria aprendido de Margaret MacDonald. Ela o teria recebido de Edward Irving, e este, por sua vez, o teria encontrado nos escritos do jesuíta Emmanuel Lacunza. Isso simplesmente não é verdade. Muitos escritores anteriores expressaram a mesma convicção. Um deles foi Ephraem de Nisibis (306-373 d.C.), bem conhecido na história da igreja da Síria. Ele afirmou: “Todos os santos e eleitos de Deus serão reunidos antes da tribulação, que está por vir, e serão levados para o Senhor...” Seu sermão com essa afirmação teve ampla circulação popular em diferentes idiomas.

Sim, uma vinda do Senhor após a Tribulação: “Logo em seguida à tribulação daqueles dias... verão o Filho do Homem vindo sobre as nuvens do céu, com poder e muita glória” (Mt 24.29-30). A referência aos anjos “reunindo Seus escolhidos dos quatro ventos” (vv. 29-31) certamente não significa Cristo arrebatando Sua Igreja para levá-la ao céu, pois trata-se do ajuntamento do Israel disperso, de volta à sua terra quando da Segunda Vinda.

Cristo associou o mal com o pensamento de que Sua vinda se atrasaria: “Mas, se aquele servo, sendo mau, disser consigo mesmo: Meu Senhor demora-se” (Mt 24.48; Lc 12.45). Novamente, essa afirmação não tem sentido se o Arrebatamento vem após a Tribulação.

Não existe motivo maior para uma vida santa e um evangelismo diligente do que saber que o Senhor poderia nos levar ao céu a qualquer momento. Que a Noiva acorde do seu sono, apaixone-se novamente pelo Noivo, e de coração diga continuamente por meio da sua vida diária: “Vem, Senhor Jesus!” (Dave Hunt - TBC - http://www.chamada.com.br)

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Muitas pessoas evitam pensar sobre a eternidade. Isso ocorre até com as que refletem a respeito da morte. A eternidade é um assunto que costuma ser colocado de lado. Quando criança, a atriz americana Drew Barymoore representou um dos papéis principais no filme "E.T. – O Extra-Terrestre". Hoje ela está com quase trinta anos e afirmou há algum tempo: "Se eu morrer antes do meu gato, dêem-lhe minhas cinzas para comer. Assim, pelo menos vou continuar vivendo através dele". A ingenuidade e ignorância a respeito da morte realmente são assustadoras!

No tempo de Jesus muitas pessoas vinham a Ele, e quase sempre suas preocupações eram de caráter terreno:

• Dez leprosos queriam ser curados (Lc 17.13).
• Cegos queriam voltar a enxergar (Mt 9.27).
• Alguém precisava de ajuda numa questão de herança (Lc 12.13-14).
• Os fariseus vieram perguntar se deviam ou não pagar impostos ao imperador (Mt 22.17).

Poucas pessoas foram falar com Jesus para saber como ir para o céu. Um jovem rico procurou-O perguntando: "Bom Mestre, que farei para herdar a vida eterna?" (Lc 18.18). Jesus disse o que ele deveria fazer: vender tudo o que tinha e segui-lO. Como o jovem era muito rico, não atendeu o conselho de Jesus e perdeu a chance de entrar no céu. Também havia pessoas que nem estavam à procura do céu mas, ao terem um encontro com Jesus, aprenderam acerca da vida eterna, e imediatamente aproveitaram a oportunidade.

Zaqueu ansiava apenas ver a Jesus, mas obteve muito mais do que esperava. No final da visita do Senhor à sua casa, Zaqueu encontrou o caminho para o céu. Jesus afirmou: "Hoje, houve salvação nesta casa, pois que também este é filho de Abraão" (Lc 19.9).

Como alcançamos o céu?

Depois do que vimos, podemos afirmar:

– Alcança-se o reino do céu num dia determinado. É bom saber disso, pois você, prezado leitor, também pode receber hoje a vida eterna junto a Deus.
– Ganhar o céu não tem relação alguma com qualquer mérito pessoal.
– O reino dos céus pode ser alcançado sem preparo prévio.

Quando não estão baseadas no que Deus diz, nossas próprias idéias sobre como chegar ao céu são absolutamente falsas. Veja estes exemplos de conceitos errados: em uma de suas canções, uma intérprete de música popular alemã fez referência à história de um palhaço que tinha deixado o circo após muitos anos de trabalho: "Com certeza ele vai entrar no céu porque trouxe alegria para muitas pessoas", dizia a letra. Uma senhora nobre e muito rica mandou construir um abrigo onde vinte mulheres pobres podiam viver gratuitamente. Mas ela impôs uma condição: que essas mulheres rezassem pela salvação da sua alma durante uma hora por dia.

O que realmente nos leva para o céu? Para responder essa pergunta de maneira clara e precisa, Jesus nos contou uma parábola. No Evangelho de Lucas (14.16), Ele fala de um homem [simbolizando Deus] que preparou uma grande festa [simbolizando o céu] e mandou convidar muitas pessoas. As desculpas foram frustrantes: "todos... começaram a escusar-se. Disse o primeiro: Comprei um campo e preciso ir vê-lo... Outro disse: Comprei cinco juntas de bois... E outro disse: Casei-me e, por isso, não posso ir". Jesus encerrou a parábola com a sentença do anfitrião: "Porque vos declaro que nenhum daqueles homens que foram convidados provará a minha ceia" (Lc 14.24).

 

Ganhar o céu não tem relação alguma com qualquer mérito pessoal.
 

Esse exemplo mostra que é possível ganhar o céu ou perdê-lo. O que decide a questão é aceitar ou rejeitar o convite. Poderia existir uma maneira mais fácil? Certamente não! Muitas pessoas não ficarão fora do céu por não terem conhecido o caminho que leva até lá, mas por terem rejeitado o convite que Deus lhes fez.

Não devemos seguir o que fizeram os três convidados da parábola, que deram desculpas para não comparecer à festa! Ela deixou de ser realizada por causa disso? É claro que não! Depois de ouvir as recusas de seus convidados de honra, o dono da casa mandou convites para todos. Dessa vez os convites não foram sofisticados. Os novos convidados ouviram uma convocação singela: "Venham!" Todos que aceitaram o convite tiveram lugar garantido na festa. E o que aconteceu? Os convidados apareceram? Sim, as pessoas vieram em massa! Após algum tempo, o dono da casa ficou sabendo que ainda havia lugares vazios. Então ele disse a seu servo: "Saia novamente! Continue a convidar!"

Vamos comparar essa parábola à nossa vida, pois ela tem muitos paralelos com a situação em que vivemos. Ainda há lugares vazios no céu, e Deus diz a você: "Venha, e tome o seu lugar no céu! Seja sábio. Faça sua reserva para a eternidade. Faça-a ainda hoje!"

O céu é de uma beleza inconcebível. Por isso, o Senhor Jesus compara-o com uma festa. A Primeira Carta aos Coríntios (2.9) diz: "Nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrou em coração humano o que Deus tem preparado para aqueles que o amam". Não há nada, absolutamente nada nesta terra, que possa ser comparado ao céu, tamanha é sua beleza! De maneira alguma devemos perder a chance de ir para o céu, pois ele é precioso demais! Alguém nos abriu a porta: foi Jesus, o Filho de Deus! É graças a Ele que temos acesso à eternidade. Agora a decisão é nossa. Só quem for ignorante como os homens da parábola deixará de aceitar o convite.

A salvação acontece através do Senhor Jesus

Em Atos 2.21 lemos algo muito importante: "E acontecerá que todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo". Essa é a verdade suprema do Novo Testamento. Quando estava na prisão em Filipos, Paulo resumiu o essencial nas poucas palavras que falou ao carcereiro: "Crê no Senhor Jesus Cristo e serás salvo, tu e tua casa" (At 16.31). Essa mensagem é curta mas tem poder decisivo e transformador para quem a aceita. Naquela mesma noite o carcereiro se converteu.

Do que Jesus nos salva? Precisamos saber que Jesus nos salva do caminho que acaba na perdição eterna, no inferno. A Bíblia diz que os homens viverão eternamente – ou no céu, ou no inferno. Um desses lugares é maravilhoso, o outro é horrível. Não existe um terceiro lugar. Após a morte, ninguém mais dirá que tudo acabou quando fechou seus olhos aqui na terra. Nosso destino eterno é decidido pela nossa atitude diante de Jesus. A nossa eternidade depende de uma só pessoa, Jesus Cristo – e do nosso relacionamento com Ele!

Inferno de verdade

Por ocasião de uma viagem de conferências pela Polônia visitamos o campo de concentração de Auschwitz, que foi palco das piores atrocidades durante o Terceiro Reich. Entre 1942 e 1944 mais de 1,6 milhões de pessoas, na maioria judeus, foram assassinadas e incineradas nas suas câmaras de gás. A literatura fala do "Inferno de Auschwitz". Fiquei pensando sobre essa expressão quando os guias nos mostraram uma das câmaras de gás onde morriam 600 pessoas a cada vez. Auschwitz foi um horror inconcebível. Mas será que ali já era o inferno?

Nosso grupo de visitantes viu somente a câmara de gás vazia, agora fora de uso, pois felizmente o terror de Auschwitz acabou em 1944. Hoje o local é aberto à visitação pública. As câmaras de gás de Auschwitz tinham caráter temporário. O inferno da Bíblia é eterno.

 

Como o inferno é eterno – ao contrário de Auschwitz – nunca teremos a possibilidade de visitá-lo como se visita um lugar turístico, entrando e saindo quando quisermos. O inferno é para sempre.
 

No hall de entrada do museu de Auschwitz um desenho mostrando uma cruz com o corpo de Cristo chamou minha atenção. Com um prego, um dos prisioneiros havia riscado na parede sua mensagem de esperança no Jesus crucificado. Esse artista anônimo também morreu na câmara de gás, mas ele conhecia o Salvador Jesus. O lugar onde ele morreu era horrível, mas o céu estava aberto esperando-o. Quando alguém tiver chegado ao inferno, a respeito do qual o Senhor Jesus adverte tão insistentemente no Novo Testamento (Mt 7.13; Mt 5.29-30; Mt 18.8), não haverá chance de escapar. Como o inferno é eterno – ao contrário de Auschwitz – nunca teremos a possibilidade de visitá-lo como se visita um lugar turístico, entrando e saindo quando quisermos. O inferno é para sempre.

Mas o céu também é eterno. É para esse lugar que Deus quer nos levar. Por isso, aceite o convite. Invoque o nome do Senhor e faça ainda hoje sua reserva no céu! Depois de uma palestra, uma agitada senhora me questionou: "Será que é mesmo possível fazer reserva no céu? Isso parece uma agência de turismo!" Eu concordei: "Quem não faz reserva não chega lá. Se a senhora quiser ir ao Havaí, também vai precisar de uma passagem". Ela retrucou: "Mas é preciso pagar a passagem, não é?" – "Sim, é claro! A passagem para o céu também é paga, com a diferença de que nenhum de nós tem condições de arcar com seu preço. Ele é alto demais. Nosso pecado impede que cheguemos ao céu. Deus não admite pecado no céu. Quem quiser passar a eternidade com Deus precisa ser liberto do seu pecado enquanto vive aqui na terra. Essa libertação só pode acontecer através de alguém sem pecado – e essa pessoa é Jesus Cristo. Ele é o único que pode pagar o preço. E Ele o pagou com Seu sangue, através da sua morte na cruz". Agora, você deve estar se perguntando:

O que devo fazer para entrar no céu?

Deus estende o convite de salvação a todos. Muitas passagens da Bíblia nos convidam com insistência a obedecer ao chamado de Deus:

– "Esforçai-vos por entrar pela porta estreita" (Lc 13.24).
– "Arrependei-vos, porque está próximo o reino dos céus" (Mt 4.17).
– "Entrai pela porta estreita (larga é a porta, e espaçoso, o caminho que conduz para a perdição, e são muitos os que entram por ela), porque estreita é a porta, e apertado, o caminho que conduz para a vida, e são poucos os que acertam com ela" (Mt 7.13-14).
– "Toma posse da vida eterna, para a qual também foste chamado" (1 Tm 6.12).
– "Crê no Senhor Jesus e serás salvo, tu e a tua casa" (At 16.31).

Esses são convites insistentes. Os textos bíblicos são sérios e determinados. Agimos com coerência quando respondemos ao convite de ir para o céu com uma oração mais ou menos como esta:

Senhor Jesus, hoje eu li que só posso chegar ao céu através de Ti. Quero estar contigo no céu. Por isso, salva-me do inferno, que eu mereço por causa de todos os pecados que cometi. Sei que me amas, que morreste na cruz por mim e pagaste pelos meus pecados. Tu conheces todos os meus pecados – desde a minha infância. Conheces todos os que lembro e os que já esqueci. Sabes o que move o meu coração. Sou como um livro aberto diante de Ti. Assim como sou, não posso entrar no céu. Peço-te: perdoa meus pecados. Do fundo do meu coração, lamento por tudo de errado que fiz na vida. Entra em meu coração, restaura minha vida e renova-me completamente. Dá-me forças para deixar tudo o que não é certo e transforma meu modo de viver. Ajuda-me a entender a Tua Palavra, a Bíblia. Faze-me compreender o que queres me falar e dá-me um coração obediente para que eu faça o que Te agrada. De agora em diante, serás o meu SENHOR. Quero Te seguir. Mostra-me o que devo fazer em todas as áreas da minha vida. Agradeço por ouvires e atenderes minha oração. Agradeço por ser Teu filho e pela certeza de um dia estar contigo no céu. Amém. (Werner Gitt - http://www.chamada.com.br)

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Céu e Eternidade

Thomas Ice e Timothy Demy

 

Há muito tempo atrás, em meio ao sofrimento e à morte, Jó perguntou: "Morrendo o homem, porventura tornará a viver?" Séculos se passaram antes de haver a resposta certa e final dada por Jesus Cristo: "Disse-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá; e todo o que vive e crê em mim não morrerá, eternamente. Crês isto?" (João 11.25,26). Na véspera da Sua crucificação, Jesus disse aos Seus discípulos: "Na casa de meu Pai há muitas moradas. Se assim não fora, eu vo-lo teria dito. Pois vou preparar-vos lugar. E, quando eu for e vos preparar lugar, voltarei e vos receberei para mim mesmo, para que, onde eu estou, estejais vós também" (João 14.2,3).

O lugar de que Jesus falou é o céu. Ele é a esperança de todo aquele que nEle crê. Durante séculos, o céu foi retratado por artistas, poetas, autores e pregadores. Agostinho, Dante, John Milton, John Bunyan, C.S. Lewis e muitos outros escreveram sobre o céu e suas glórias. O céu é cantado em hinos, música erudita e popular. É mencionado em anedotas e sermões, hospitais e salas de aula. Quase todo mundo tem alguma vaga noção sobre o céu – algumas bíblicas, outras não. A promessa do céu tem dado esperança aos aflitos, conforto aos enlutados e reafirmação aos que enfrentam batalhas espirituais.

O céu é real. Na era da fantasia, dos efeitos especiais, do misticismo e da apatia espiritual, é fácil interpretar o céu de maneira errada. Mas a Bíblia é bem clara quanto à existência e ao propósito do céu. E já que o céu e o Estado Eterno são parte do plano de Deus para as eras, o céu e a profecia estão relacionados integralmente.

Às vezes, quando lemos o jornal, a notícia mais importante não está na primeira página nem nas manchetes, mas nos obituários. Se ainda não recebemos a notícia por amigos e parentes, é ali que ficamos sabendo da morte de amigos, vizinhos e conhecidos. Nessas poucas linhas e colunas somos lembrados de como a vida é transitória e a morte é certa. Quando pensamos na nossa própria morte ou na morte de um parente, a teologia fica bem pessoal.

O que acreditamos sobre vida e morte, bem e mal, céu e inferno é muito importante. C. S. Lewis escreveu sobre a importância do céu: "Se você ler a história, descobrirá que os crentes que mais realizaram neste mundo foram exatamente aqueles que pensavam mais no mundo por vir... É pelo fato dos crentes terem deixado de pensar no outro mundo que se tornaram ineficazes neste mundo". Na verdade isso se aplica a todos nós! Pensar sobre o céu é da maior importância, pessoal e teologicamente.

A escatologia é o estudo dos eventos e personalidades futuros, baseado na profecia da Bíblia. Todas as profecias bíblicas relativas ao futuro serão cumpridas conforme o plano e o cronograma de Deus. Isso está relacionado a qualquer pessoa que já viveu, vive agora, ou viverá. Os ensinamentos da Bíblia sobre o céu e o inferno estão relacionados ao que podemos denominar de escatologia "pessoal". O céu e o inferno são bem reais e pessoais – eles estão relacionados ao nosso futuro.

O pastor e escritor Dr. Steven J. Lawson escreveu sobre o céu:

Não se enganem, o céu é um lugar real. Não é um estado de consciência. Nem uma invenção da imaginação humana. Nem um conceito filosófico. Nem abstração religiosa. Nem um sonho emocionante. Nem as fábulas medievais de um cientista do passado. Nem a superstição desgastada de um teólogo liberal. É um lugar real. Um local muito mais real do que onde você está agora... É um lugar real onde Deus vive. É o lugar real de onde Deus veio para este mundo. E é um lugar real para onde Cristo voltou na Sua ascensão – com toda a certeza![1]

A Bíblia não nos diz tudo o que gostaríamos de saber sobre o céu, mas nos dá vislumbres do futuro para nos encorajar no presente.

 

Todo mundo vai para o céu?

Geralmente ouvimos a frase "todos os caminhos levam a Deus", o que implica que todas as religiões podem afirmar que têm a verdade, ou que toda a humanidade terá o mesmo fim. No cristianismo, alguns afirmam que todos receberão salvação. Mas essa posição de inclusivismo não está baseada na Bíblia e não foi a posição histórica da ortodoxia cristã. Passagens como Mateus 25.46, João 3.36, 2 Tessalonicenses 1.8-9 e várias outras ensinam claramente que nem todos serão salvos.[2] Esse é, sem dúvida, um assunto difícil e emocional. Mas ele deve ser o fator de motivação para todo crente compartilhar sua fé. Ser salvo ou não ser salvo é um assunto muito importante, porque está em jogo a eternidade.

Como posso ter certeza de que irei para o céu?

O teólogo Dr. Carl F. H. Henry disse sobre a sociedade contemporânea e seus cidadãos: "A repressão intelectual a Deus e à Sua revelação precipitou a falência de uma civilização que rejeitou o céu para aninhar-se no inferno".[3] Essa afirmação ousada mas verdadeira pode ser um reflexo exato do nosso próprio estado espiritual.

Talvez você tenha chegado a esta última pergunta e ainda não tenha certeza de qual será seu destino eterno. Se este for o caso, esta é a pergunta mais importante para você, e nós o incentivamos a pensar a respeito cuidadosamente.

Nós gostaríamos que você soubesse, sem sombra de dúvidas, que pode ter a vida eterna por meio de Jesus Cristo. No Apocalipse, João faz um último apelo: "O Espírito e a noiva dizem: Vem! Aquele que ouve, diga: Vem! Aquele que tem sede venha, e quem quiser receba de graça a água da vida" (Apocalipse 22.17). O que significa esse convite?

A imagem é de um casamento. O noivo fez um convite à noiva. O noivo está disposto, mas a noiva também está? Da mesma forma, Deus preparou tudo – sem custo nenhum para você, mas a um alto preço para Ele – para que você possa entrar num relacionamento com Ele, que lhe dará vida eterna. Mais especificamente, o convite é feito para quem ouve e está com sede. "Sede" representa uma necessidade. Essa necessidade é o perdão do pecado. Portanto, você deve reconhecer que é um pecador aos olhos de Deus: "Pois todos pecaram e carecem da glória de Deus" (Romanos 3.23). Deus é santo e, por isso, não pode ignorar o pecado de ninguém. Ele deve julgá-lo. Mas Deus, na Sua misericórdia, preparou um caminho pelo qual homens e mulheres pecadores podem receber Seu perdão.

O perdão foi comprado por Jesus Cristo por alto preço. Quando Ele veio à terra, há 2000 anos atrás, viveu uma vida perfeita, morreu na cruz em nosso lugar para pagar pelo nosso pecado e ressuscitou: "Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus nosso Senhor" (Romanos 6.23). A Bíblia também diz: "Antes de tudo, vos entreguei o que também recebi: que Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras, e que foi sepultado e ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras" (1 Coríntios 15.3-4).

Para obter a salvação e a vida eterna que Jesus Cristo oferece, devemos individualmente confiar que o pagamento de Cristo por meio da Sua morte na cruz e da Sua ressurreição é a única maneira de recebermos o perdão dos nossos pecados, o restabelecimento de um relacionamento com Deus e a vida eterna. "Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie" (Efésios 2.8,9). É por isso que João convida quem tem sede a vir e começar um relacionamento com Deus por meio de Cristo.

Você está com sede? Você reconhece seu pecado perante Deus? Se a sua resposta é sim, venha para Cristo. Se você não reconhece sua necessidade de salvação, estará desperdiçando essa oportunidade. Por favor, não faça isso.

Quem tem sede e quer salvação pode expressar sua fé por meio da seguinte oração:

Senhor, eu sei que pequei e careço dos Teus caminhos perfeitos. Reconheço que meus pecados me separam de Ti e que mereço Teu julgamento. Eu creio que Tu enviaste Teu Filho, Jesus Cristo, à terra para morrer na cruz pelos meus pecados. Eu confio em Ti, Senhor Jesus Cristo, e no que Tu fizeste na cruz para pagar os meus pecados. Por favor, perdoa-me e dá-me a vida eterna. Amém.

Se fez essa oração com sinceridade, você é agora um filho de Deus e tem vida eterna. O céu será seu lar eterno. Bem-vindo à família de Deus! Como Seu filho, você vai querer desenvolver esse relacionamento maravilhoso aprendendo mais sobre Deus por meio do estudo da Bíblia. Você vai querer encontrar uma igreja que ensine a Palavra de Deus, que encoraje a comunhão com outros crentes e promova a divulgação da mensagem do perdão de Deus para os outros.

Se você já é crente, nós o encorajamos a aprofundar seu relacionamento com Cristo. À medida que crescer, você vai querer viver para Ele à luz da Sua vinda. Você vai querer continuar a divulgar a mensagem do perdão que recebeu. Enquanto você vê Deus preparando o cenário para o drama dos eventos do fim dos tempos, você deve estar motivado a servi-lO ainda mais até que Jesus venha. Que seu coração se ocupe com Suas palavras:

"E eis que venho sem demora, e comigo está o galardão que tenho para retribuir a cada um segundo as suas obras. Eu sou o Alfa e o ‘mega, o Primeiro e o Último, o Princípio e o Fim. Bem-aventurados aqueles que lavam as suas vestiduras [no sangue do Cordeiro], para que lhes assista o direito à árvore da vida, e entrem na cidade pelas portas" (Apocalipse 22.12-14).(Thomas Ice e Timothy Demy - http://www.ajesus.com.br)

 

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O ARREBATAMENTO PRÉ-TRIBULACIONAL

David Cloud


        A palavra “Arrebatamento” não aparece na Bíblia, mas é um termo usado para descrever a “rápida trasladação para cima”, o que na 1 Tessalonicenses 4:17 consta como “arrebatar nas nuvens” (ou simplesmente arrebatar, conforme Judas 23, “arrebatar do fogo”). Ela significa “puxar com força para cima”. É usada para descrever como o Espírito de Deus arrebatou a Filipe, após a conversão do eunuco etíope (Atos 8:39). Isso é exatamente o que Cristo vai fazer com os crentes do Novo Testamento, antes de começar a Grande Tribulação.

 

Notas referentes à Grande Tribulação:


1). - O Arrebatamento é: (1) a ressurreição dos mortos em Cristo; (2) uma atração para cima e trasladação dos santos do Novo Testamento (1 Tes. 4:17).

2). - Os mortos em Cristo estão com Ele no céu (verso 14).

3). - O Arrebatamento é a bendita esperança do crente (verso 13). É o que estamos aguardando.

4). - O Arrebatamento é certo: (a) É tão certo como a ressurreição de Cristo (verso 14); (b) É a Palavra do Senhor.

5). - O Arrebatamento é um conforto (verso 18). Se essa trasladação não acontecesse senão ao final dos tormentos da Grande Tribulação, não haveria conforto algum para os cristãos que estão na margem anterior à Tribulação.

6). - O Arrebatamento acontecerá antes do "dia da ira do Senhor" (1 Tes. 5:1-5, 9).



Este evento também é descrito na 1 Coríntios 15:51-58:

1). - O Arrebatamento também era um mistério que não foi revelado no Velho Testamento (verso 51). Os profetas do VT ensinaram sobre a ressurreição, mas não ensinaram que alguns seriam arrebatados sem passar pela morte. A trasladação dos santos do Novo Testamento vai efetuar uma instantânea mudança da mortalidade para a imortalidade. Os crentes que estiverem vivos nessa hora jamais verão a morte.

2). - A trasladação dos santos da era da igreja é expressa como sendo uma fonte de conforto e encorajamento (1 Cor. 15:58). Ora, se não acontecesse uma trasladação, antes do final dos tormentos da Grande Tribulação, ela não seria um conforto.      



Entre os que acreditam num literal arrebatamento da igreja, existem em geral três posições. Todas estas se referem ao tempo do Arrebatamento durante a Grande Tribulação. Estas três posições são:

1). - Pré-tribulacional  - significando que os santos da igreja serão arrebatados antes da Grande Tribulação. [antes dos 7 anos]

2). - Mid-tribulacioinal - (também chamado Arrebatamento Pré-Ira), significando que os santos da igreja vão passar pela metade da Grande Tribulação.

3). - Pós-Tribulacional -  significando que os santos da era da igreja passarão por todo o período da Grande Tribulação.

 

EVIDÊNCIAS PARA O ARREBATAMENTO PRÉ-TRIBULACIONAL


        Pelas razões abaixo, estamos convencidos de que a Bíblia ensina o Arrebatamento Pré-Tribulacional. Usaremos o termo “igreja” em geral no sentido institucional.


1). - Aos crentes da era da igreja é prometido o livramento da ira de Deus (1 Tes. 1:9-10; 5:9; Romanos 5:9 e Apoc. 3:10).

A Grande Tribulação é expressamente chamada “o dia da ira do Senhor”. Hoje, o Senhor está contendo Sua ira. Ele está assentado sobre o trono da graça; mas, logo chegará o dia em que Ele Se assentará no trono do julgamento. “O dia da ira do Senhor” vai chegar para o mundo inteiro (Salmo 110:5; Isaías 13:6-13 e Apoc. 6:16-17). É verdade que em cada século as igrejas crentes na Bíblia têm estado sujeitas a perseguições; porém, estas são diferentes da Grande Tribulação. Em geral, as perseguições que têm sido feitas contra os santos são causadas pelos homens maus e pelo diabo, enquanto a Grande Tribulação de sete anos será um período referente à ira divina. (Apoc. 6:16-17; 14:10). Alguns acham que a igreja não será poupada no tempo da ira, mas será salva através da mesma. Isto não pode ser verdade, visto como a Bíblia revela claramente que os que estiverem na Terra durante a Grande Tribulação não serão salvos da ira, mas serão vencidos (Apoc. 13:7). As Escrituras que prometem livramento da ira, aos crentes da era da igreja, devem se referir ao livramento da exata presença da ira. Com respeito à Grande Tribulação, elas dizem: “Vigiai, pois, em todo o tempo, orando, para que sejais havidos por dignos de evitar todas estas coisas que hão de acontecer, e de estar em pé diante do Filho do homem” (Lucas 21:36).

Desse modo, os crentes da era da igreja devem ser fisicamente removidos da Terra; caso contrário, teriam que suportar o dia da ira. Deus promete a remoção em Apocalipse 3:10: “Como guardaste a palavra da minha paciência, também eu te guardarei da hora da tentação que há de vir sobre todo o mundo, para tentar os que habitam na terra”. Este verso não diz que Deus vai guardar os santos da era da igreja através da provação, mas livrá-los da mesma.


2). - O Espírito Santo deve ser removido antes da Tribulação (2 Tessalonicenses 2:1-8)

Em outras passagens da Bíblia, lemos que o Espírito Santo é Quem restringe o pecado (Gênesis 6:3; Isaías 59:19). O Espírito Santo veio ao mundo nesta dispensação atual, no Dia de Pentecoste (Atos 2). Ele vai remover os crentes da era da igreja, antes do início da ira divina. Ele é Deus e é Onipresente. Isto significa que Ele não estará atuante [na Terra] no mesmo sentido em que tem estado nesta era.


3). - Aos crentes da era da igreja são prometidas mansões no céu (João 14:1-3).

Quando o Senhor regressar à Terra, Ele Se assentará no Seu Trono Messiânico. Mas, se o Arrebatamento acontecer no final da Grande Tribulação, a promessa feita aos crentes da era da igreja não será cumprida. Os crentes da era da igreja são um povo do céu, com uma esperança celestial (Efésios 1; Filipenses 3:20; Colossenses 3:1-3). Alguns dispensacionalistas ensinam que os santos da era da igreja viverão no céu durante o Milênio.  Creio que eles viverão tanto no céu como na Terra. Jesus prometeu aos apóstolos que eles reinariam com Ele sobre Israel (Mateus 19:28).


4). - A Trasladação dos santos da era da igreja pode ser iminente (ela pode acontecer a qualquer momento, enquanto a Segunda Vinda do Senhor deve ser precedida de sinais específicos).

        Cristo ensinou isto em Mateus 24:42, 44; 25:13 e Marcos 13:30. Paulo ensinou isto em Filipenses 4:5 (“Perto está o Senhor”); Tito 2:13. Tiago ensinou em Tiago 5:8-9. Pedro ensinou na 1 Pedro 4:7. Os crentes primitivos viveram na expectativa da volta de Cristo (1 Tes. 1:9-10). O apóstolo Paulo assim instruiu a igreja em Tessalônica:

“MAS, irmãos, acerca dos tempos e das estações, não necessitais de que se vos escreva; porque vós mesmos sabeis muito bem que o dia do Senhor virá como o ladrão de noite; pois que, quando disserem: Há paz e segurança, então lhes sobrevirá repentina destruição, como as dores de parto àquela que está grávida, e de modo nenhum escaparão. Mas vós, irmãos, já não estais em trevas, para que aquele dia vos surpreenda como um ladrão; porque todos vós sois filhos da luz e filhos do dia; nós não somos da noite nem das trevas. Não durmamos, pois, como os demais, mas vigiemos, e sejamos sóbrios; porque os que dormem, dormem de noite, e os que se embebedam, embebedam-se de noite. Mas nós, que somos do dia, sejamos sóbrios, vestindo-nos da couraça da fé e do amor, e tendo por capacete a esperança da salvação; porque Deus não nos destinou para a ira, mas para a aquisição da salvação, por nosso Senhor Jesus Cristo” (1 Tes. 5:1-9).

A igreja não está aguardando o aparecimento do Anticristo, mas a volta do Filho de Deus.


5). - A igreja era um mistério não revelado no Velho Testamento (Efésios 3:1-11)

       
A igreja do Novo Testamento não faz parte da cronologia dos eventos narrados pelos profetas do Velho Testamento. Eles profetizaram claramente a Primeira Vinda de Cristo, o Seu miraculoso nascimento, Sua vida, morte, ressurreição e ascensão. Os mesmos profetas descreveram a Segunda Vinda de Cristo em glória, precedida por um tempo de tribulação mundial, seguida pelo estabelecimento do glorioso reino messiânico, a partir de Jerusalém. Porém, esses profetas não viram o mistério da igreja, “O qual noutros séculos não foi manifestado aos filhos dos homens, como agora tem sido revelado pelo Espírito aos seus santos apóstolos e profetas” (Efésios 3:5).

        Entre a Primeira e a Segunda Vindas, existe um intermezo que não foi visto pelos profetas do Velho Testamento. Este intermezzo é a era da igreja. Os profetas do VT não viram que Israel seria deixada, temporariamente, em compasso de espera, enquanto Deus iria chamar, entre todas as nações, um corpo especial de pessoas. Após ter completado este intento, e quando o tempo dos gentios chegar ao fim, Deus vai restaurar o relógio profético de Israel e cumprir todas as promessas do Velho Testamento em relação à Sua antiga nação escolhida, pois: “...o endurecimento veio em parte sobre Israel, até que a plenitude dos gentios haja entrado. (Romanos 11:25).

        A Grande Tribulação diz respeito a Israel, não aos crentes da era da igreja. Este período atual do mistério vai terminar com a remoção dos crentes da Terra. Então, o Senhor executará o Seu plano para a nação de Israel, quando cumprirá as profecias do Velho Testamento sobre o tempo das dores de Jacó, a vinda do Messias e o estabelecimento do reino messiânico.


6).- Existem eventos agindo entre a trasladação e a ressurreição da igreja, no segundo advento

Conforme a 1 Coríntios 15:51, CADA pessoa salva será trasladada no Arrebatamento. Contudo, Mateus 25:31-46 mostra que, quando Cristo voltar à Terra, Ele encontrará muitos crentes verdadeiros em seus corpos naturais. Deve haver, portanto, um período de tempo entre o Arrebatamento dos santos da era da igreja e a Segunda Vinda de Cristo, o qual vai permitir que estas pessoas sejam salvas. É plausível acreditar que esse período seja o da Grande Tribulação.


7). - O Livro do Apocalipse mostra que a igreja não estará na Terra durante a Grande Tribulação

(a) -
A igreja não é vista na Terra nos capítulos 4-18 do Apocalipse.

(b) - A testemunha de Deus durante a Grande Tribulação é Israel, não a igreja. (Apocalipse 7).

(c) - As orações dos santos em Apocalipse 8 são de julgamento. Somente Israel faz orações deste tipo. Aos santos da era da igreja é ensinado a orar pelos seus inimigos e não contra eles. (Lucas 9:51-56). As orações do Apocalipse são as orações dos Salmos, embasadas nas promessas feitas a Abraão, de amaldiçoar os que amaldiçoassem Israel (Gênesis 12:1-3).

(d) - Os gafanhotos com poder de escorpiões do Apocalipse 9 receberam permissão para atormentar os habitantes da Terra, exceto os judeus que tiverem na testa o sinal de Deus, colocado pelo anjo do Apocalipse 7. Se os crentes da era da igreja estivessem na Terra estariam sujeitos a este horrendo castigo de Deus.

(e) - Apocalipse 10 identifica os eventos de Apocalipse 4-18 com os eventos profetizados pelos profetas do Velho Testamento - os dias da Grande Tribulação e o Dia do Senhor. A era da igreja nunca esteve na visão destas profecias do
Velho Testamento, pois era um mistério oculto. A igreja tem um propósito e um programa diferentes da nação de Israel. Esta nação é que está focalizada nas profecias do Velho Testamento e em Apocalipse 4-18.

(f) - O ministério das duas testemunhas de Apocalipse 11 identifica-as com a nação de Israel e com as profecias do Velho Testamento sobre o “Dia do Senhor”. Estas duas testemunhas ministrarão em Jerusalém, a capital de Israel. As igrejas não tem esta cidade como capital, pois sua cidade é celestial, não terrena (Colossenses 3:1-4; Filipenses 3:17-21). As duas testemunhas estão vestidas de pano de saco, o que é típico de Israel e não dos crentes do Novo Testamento. Em parte nenhuma, as igrejas se vestem de pano de saco. Em vez disso, os crentes são ordenados a se regozijarem no Senhor, conforme Filipenses 4:4. O julgamento dos crentes da era da igreja já foi feito e eles devem manter suas mentes centralizadas no céu, pela sua posição de já estarem ali assentados com Cristo (Efésios 2:5-10). Apocalipse 11:4 identifica as duas testemunhas com a profecia do Velho Testamento. Zacarias 4:3, 11, 14 se refere a Israel, não à igreja. Além disso, as duas testemunhas invocam julgamento sobre os inimigos, em Apocalipse 10:5-6. Jesus repreendeu os Seus discípulos por desejarem isto e instruiu os crentes da igreja no sentido de que deviam orar pelo bem-estar dos seus inimigos, não pela sua destruição. (Lucas 9:54-56; Romanos 12:14; 17-21).

(g) - O diabo persegue Israel, não a igreja, durante a Tribulação (Apocalipse 12). Não pode haver dúvida alguma de que a mulher neste capítulo é identificada como a nação de Israel. O verso 5 mostra uma mulher dando à luz Cristo; é óbvio que Jesus foi dado à luz por Israel, não pela igreja. (Isaías 9:6-7; Romanos 9:5). Além disso, os símbolos de Apocalipse 12:1-2 lembram a familiar tipologia de Israel no VT, onde Israel é apresentada como uma mulher (Isaías 54:4-5). O sol, a luz e as doze estrelas lembram  o sonho de José relativo a Israel (Gênesis 37:9). As palavras de Apocalipse 12:2 são quase uma exata citação de Miquéias 5:3, referindo-se ao trabalho de parto, que deu à luz o Messias. Estes símbolos não são usados nas igrejas do Novo Testamento.


 

O Ataque ao Arrebatamento Pré-Tribulacional


        A Doutrina do Arrebatamento Pré-Tribulacional tem estado, hoje em dia, sob severo ataque. Considerem alguns exemplos da Igreja Emergente:

Brian McLaren - Zomba das “expectativas fundamentalistas” sobre a Segunda Vinda literal de Cristo com os Seus respectivos julgamentos sobre o mundo e admite que o mundo vai continuar conforme está, por centenas de milhares de anos (A Generous Ortodoxy, p. 305).

        Ele chama o literal e iminente retorno de Cristo como “Escatologia Pop-Evangélica” (Ibid, p. 267) e “Escatologia do Escapismo” (Entrevista do Planet Preterist, em 30/01/2005. Ver o site  http://planetpreterist.com/news-2774.html ).

        Mclaren diz que o Livro do Apocalipse “não trata de um futuro distante”, mas de “um meio de falar sobre os desafios do imediato presente” (The Secret Message of Jesus, 2007, p. 176). Ele diz que frases como “a lua se tornará em sangue” não podem ser tomadas mais literalmente do que as frases que lemos nos jornais de hoje em dia”  (The Secret Message of Jesus, p. 178).

John Baker of Grace - em Londres, Inglaterra, rejeita o dispensacionalismo como sendo a “teologia da escapologia” e defende que “os cristãos devem investir na cultura atual, não ficando à espera, até que chegue o tempo” (Emerging Churches, pp. 78-79).

Tony Jones - diz que a Igreja Emergente, ao contrário do ponto de vista dispensacionalista, caracteriza-se pela “escatologia da esperança” (An Emergent Manifesto of Hope, p. 130). Ele diz: “O que eu quero dizer é que as pessoas engajadas na igreja emergente tendem a ver a bondade e a luz no futuro de Deus, não trevas e ranger de dentes. Conquanto  possa parecer óbvio a alguns seguidores de Deus, a teologia-pop de hoje está encarando o outro lado.  Os novelistas e teólogos que lhes proveem o seu material tem a visão de que estamos numa espiral descendente e que, quando as coisas aqui em baixo estiverem bastante ruins, Jesus voltará em glória. Mas nós, que estamos representados neste livro, temos uma visão diferente. As promessas de Deus para o futuro são boas e nos aguardam, sinalizando para a frente”. (Ibid, p. 130).

N. T. Wright - que tem grande influência na Igreja  Emergente, admoesta que a doutrina de um iminente Arrebatamento é perigosa, pois ela interfere na construção do reino e nas atividades ambientais. “Se vai acontecer um Armagedom, e todos nós estivermos no céu, tendo sido antes arrebatados, não interessa se vamos ter uma chuva ácida ou um derramamento de gases venenosos... Ou que nos interessa se bombardeiam civis  no Iraque? Tudo que realmente importa é salvar almas para este céu despovoado” (Christians Wrong About Heaven, diz o Bispo “Time”, 07/02/2008).

Tony Campolo - diz “Quero dizer que todo esse estofo (sobre a iminente vinda de Cristo e uma literal Tribulação) não provém apenas do fundamentalismo. Ela provém do dispensacionalismo, uma bizarra forma de fundamentalismo, a qual teve início uns 50 anos atrás.  Acho que precisamos desafiar o governo a realizar a obra do reino de Deus, fazendo o que é correto aos olhos do Senhor. Toda essa visão de que o arrebatamento vai acontecer a qualquer momento é usada como uma fuga, para os cristãos não se comprometerem com os principados, os poderes e as estruturas políticas e econômicas de nossa época”. (Baptist Press, 27/06/2003).

Marc Driscol - Refere-se ao Arrebatamento Pré-Tribulacional como um “dispensacionalismo pessimista” (Litening to the Beliefs of Emerging Churches, p. 146). Ele avisa que os cristãos mentalmente ligados à Escatologia não são bem-vindos em sua igreja”.

 

A Importância do Arrebatamento Pré-Tribulacional


A doutrina do Arrebatamento Pré-Tribulacional é periférica. Como vimos, Cristo, Paulo,  João e Pedro ensinaram que a volta de Cristo seria iminente e deveria ser esperada a qualquer momento (Mateus 24:44; Filipenses 4:5; Tiago 5:8-9 e 1 Pedro 4:7). Os cristãos primitivos viveram na expectativa da volta de Cristo como um literal cumprimento das profecias:

“Porque eles mesmos anunciam de nós qual a entrada que tivemos para convosco, e como dos ídolos vos convertestes a Deus, para servir o Deus vivo e verdadeiro, e esperar dos céus a seu Filho, a quem ressuscitou dentre os mortos, a saber, Jesus, que nos livra da ira futura” (1 Tes. 1:9-10).

A doutrina de um Arrebatamento Pré-Tribulacional motiva à purificação da vida pessoal do cristão.

(1) - Ela encoraja o crente nas tribulações e perseguições:

“Depois nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor. Portanto, consolai-vos uns aos outros com estas palavras (1 Tes. 4:17-18).

(2) - Ela coloca o foco da igreja na Grande Comissão (Mateus 28:18-20; Marcos 16:15; Atos 1:8). Ela nos ensina a pregar o evangelho, a ganhar pessoas para Cristo e a estabelecer igrejas, pois “a igreja do Deus vivo [é] a coluna e firmeza da verdade” (1 Timóteo 3:15), como o assunto mais urgente. D. L. Moddy estava certo quando disse: “Vejo este mundo como um barco destruído. Deus me deu um bote salva-vidas e me disse: ‘Moody, salve tantos quantos você puder’”. 

(3) - Ela nos motiva a trabalhar na obra do Senhor (1 Coríntios 15:58).

(4) - Ela nos motiva a uma vida obediente (1 Tessalonicenses 5:4-7; 1 João 3:1-3).

(5) - Ela nos motiva a nos separarmos do mal (Tito 2:13-14).

(6) - Ela mantém os crentes longe da heresia e da apostasia (2 Timóteo 4:3-4 e 1 João 2:24-28).



David Cloud - “The Pre-Tribulation Rapture”.

Traduzido por Mary Schultze, em 29/06/2009.

Fonte: http://solascriptura-tt.org)
 

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Maranata

Catia Cintia | 16/07/2012

Muito bom o artigo.
Maranata, ora vem Senhor Jesus!

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Nascer de novo
 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Quando ouviu Jesus dizer que para entrar no Reino de Deus era necessário nascer de novo , Nicodemos, que era um dos principais da sinagoga, quase teve uma pane mental. O colápso foi tão grande que ele ousou em perguntar: "Como pode um homem nascer, sendo velho? Pode, porventura, tornar a entrar no ventre de sua mãe, e nascer?" (João 3:4).
Que pergunta não? Feitas por alguém que, aparentemente entendia tudo sobre o Reino de Deus!
O fato de ser um religioso não lhe deu acesso a este mistério do Reino, que é revelado aos que buscam o Senhor em espírito e em verdade.
O novo nascimento é requisito básico para a entrada de qualquer pessoa na vida eterna e para alcançá-lo é necessário abrir mão de tudo que aprendeu com a religião, ou de tudo o que pensa saber ou ser, é preciso morrer para as suas próprias vontades.
Para ilustrar este assunto, vou recorrer a uma história que ouvi: Imaginemos que um dia um lobo comece a observar a vida das ovelhas e depois de um certo tempo chegue à conclusão de que o melhor modo de vida é a vida das ovelhas e decida juntar-se a elas. Para isso, coloca uma pele de ovelha em cima e passa a conviver com elas.
Como você acha que ele se sentirá quando chegar a hora de comer e as ovelhas comerem com prazer o capim verde? Você acha que ele se deleitará comendo capim?
Suponhamos também que ele seja um lobo honesto e não queira voltar atrás na decisão que tomou, você acha que cinco ou dez anos depois ele finalmente aprenderá a gostar de capim? Não, claro que não, porque ele é lobo, com paladar de lobo e com a natureza de lobo.
Continuemos imaginando a vida de um lobo em meio às ovelhas. A princípio talvez ele se esforce para viver exatamente como as ovelhas vivem, embora tudo isso seja contrário à sua natureza. Mas o tempo vai passando, o estusiasmo da decisão que tomou vai diminuindo e finalmente, depois de um ou dois anos, esse lobo não consegue mais ficar amarrado a um tipo de vida alheio à sua natureza. Aí, um dia, quando as ovelhas estão dormindo, ele se levanta em silêncio e vai embora.
Longe do rebanho, tira a pele de ovelha e vive como lobo, come como lobo, enfim, faz tudo que os lobos fazem. Depois de ter dado rédea solta a seus instintos e gostos de lobo, ele retorna, coloca novamente a pele de ovelha e no domingo está com as ovelhas, como se nada tivesse acontecido. Nada? Infelizmente, aconteceu sim, e ele sabe disso e ele chora em silêncio por isso.
Um dia, não conseguindo suportar mais esse tipo de vida, clama do fundo de seu coração:
- Ó Deus, Tu sabes que quero ser ovelha de verdade, mas Tu conheces minha verdadeira natureza, sou um lobo, nasci lobo, não tenho culpa de ter nascido assim. Mas, ó Deus, por favor, não quero ser mais lobo, quero me tornar uma ovelha de verdade. Faze alguma coisa por mim.
O novo nascimento não é forçado. Alguém que finge ter nascido de novo, mais cedou ou mais tarde revela-se a mesma velha criatura de sempre.
Para saber se nasceu de novo ou não, basta observar os frutos que a "árvore" dá.
Se a pessoa, apesar de estar na igreja, ter se batizado, conhecer a bíblia, até pregar bem, ou ser uma religiosa, continua praticando as mesmas coisas que praticava antes de tudo isto, dá provas de que ainda é velha criatura.
A pessoa que nutre em seu coração uma mágoa de alguém que lhe prejudicou no passado, ainda não nasceu de novo.
O homem ou a mulher que, apesar de estar na igreja, ainda não consegue ser fiel ao seu cônjuge, precisa morrer para os seus desejos carnais e nascer de novo.
Quero acreditar que depois destes ensinamentos de Jesus Nicodemos reviu seus conceitos.
Estas mesmas palavras de Cristo ecoam ainda hoje em nossos corações.
Mas uma coisa é certa, o maior interessado em fazer de nós uma nova criatura é o proprio senhor Jesus e como o principal objetivo do cristão é a vida eterna, vamos pedir uma coisa a Deus: Nascer de novo já!
 
Que Deus abençoe a todos!
 
Movimento ceonista
 
 
 

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   As dez noivas

 

     

 

 

 

 

 

 

 

Jesus comparou o Reino de Deus a dez virgens, que pegando suas lâmpadas saem ao encontro do noivo.

Cinco, porém, eram insensatas e cinco eram prudentes. (Mateus 25: 1 e 2).
Sabemos que as virgens simbolizam a igreja de Deus: “Alegremo-nos, exultemos e demo-lhes a glória! Porque são chegadas as bodas do cordeiro, cuja noiva já se arrumou,
Pois lhe foi dado vestir-se de linho finíssimo, resplandecente e puro. Porque o linho finíssimo são os atos de justiça dos santos
” (Ap. 19: 7 e 8), as lâmpadas que elas levavam é a palavra de Deus : “Lâmpada para os meus pés é a tua palavra e, luz para os meus caminhos” (Salmo 119:105), e o noivo é o próprio Senhor Jesus:
Porque o marido é o cabeça da mulher, como também Cristo é o cabeça da igreja, sendo Este mesmo o salvador do corpo”. (Efésios 5:23).
O que chama a minha atenção nesta ilustração é que as dez eram virgens e todas tinham o mesmo objetivo: encontrar-se com o noivo.
Como Jesus pôde ter chamado cinco dessas virgens puríssimas de insensatas?
Ora, isso me leva a refletir sobre o quanto é difícil entrar no Reino dos céus; o quanto é estreita a porta e apertado o caminho que conduz à vida eterna.
Imagine aquelas pessoas que se esforçam para se afastar do pecado e se manterem puras na presença do Senhor. Elas correm o risco de serem chamadas de néscias naquele dia!
A única diferença entre as dez noivas foi o que determinou a insensatez de cinco e a prudência das outras cinco: o fato de as insensatas ao pegarem suas lâmpadas, não levarem azeite consigo, ao passo que as prudentes, além das lâmpadas, levaram também o azeite.
O azeite foi o fiel da balança, o divisor de águas.
O que simbolizaria este elemento tão precioso?
A bíblia diz que o profeta Samuel tomou um vaso de azeite e o derramou sobre a cabeça de Saul e o ungiu rei sobre o povo de Israel.
O texto sagrado relata que Deus lhe mudou o coração e o Espírito de Deus se apossou de Saul. (1 Samuel 10: 1 ao 10).
O mesmo profeta Samuel foi enviado por Deus à casa de Jessé para ungir a Davi.
E diz o texto: “E Samuel tomou o vaso de azeite, e o ungiu no meio de seus irmãos; e daquele dia em diante o Espírito do Senhor se apoderou de Davi”. (1 Samuel 16:13)
O azeite é símbolo do Espírito Santo. Eis a razão de Jesus ter chamado  cinco das dez noivas de insensatas; embora levassem consigo a palavra de Deus desprezaram o Espírito do Todo poderoso.
E se alguém não tem o Espírito de Cristo esse tal não é Dele” (Romanos 8:9)
É o Espírito Santo de Deus quem nos ensina todas as coisas e nos faz lembrar de tudo o que Jesus disse. (João 14:26)
O Espírito Santo também nos assiste nas nossas fraquezas e intercede por nós. (Romanos 8:26)
As prudentes foram chamadas assim porque entenderam que a chegada do noivo poderia ser breve ou poderia também demorar e, por isso, precavidas, levaram o azeite, que é o Espírito.
Paulo comparou a carreira cristã ao atletismo praticado nos estádios: “Não sabeis vós que os que correm nos estádios, todos, na verdade, correm, mas um só leva o prêmio? Correi de tal maneira que o alcanceis. Todo atleta em tudo se domina; aqueles, para alcançar uma coroa corruptível; nós, porém, a incorruptível.
Assim corro também eu, não sem meta; assim luto, não como desferindo golpes no ar
”. (1 Coríntios 9:24 à 26)
A vida cristã é feita de longas caminhadas até chegarmos na glória; a estrada, repito, é muito longa e íngrime.
Há pedras no caminho.
Precisaremos da lâmpada, porque este mundo está em trevas, mas precisamos também do azeite, para que, se apagando a lâmpada, possamos reacendê-la.
Em todo tempo sejam alvas as tuas vestes, e jamais falte o óleo sobre a tua cabeça”. (Eclesiastes 9:8)
Sabemos que as virgens representam a igreja de Deus e, também, cada pessoa, que individualmente, entregou a sua vida para o Senhor Jesus.
O fato de sermos virgens não nos garante o direito à vida eterna. É preciso trazermos conosco o precioso azeite que é o maravilhoso Espírito de Deus.
A qualquer momento a trombeta de Deus soará e dirão: “Eis o noivo”!
Não podemos ser pegos de surpresa, como as néscias!
No mundo ninguém vende esse azeite!
Simão, o mágico, também tentou comprar esse azeite, não conseguiu. (Atos 8:18 ao 25)

Que a graça de Deus esteja com todos!

 

Movimento ceonista

 

 

 

 Carta aos Hebreus

 

Hebreus (Carta anônima, tradicionalmente atribuída a Paulo)
Consumidores conscientes compram os melhores produtos que o seu dinheiro possa adquirir. Os pais sensatos desejam apenas o melhor para os seus filhos, nutrindo o corpo, mente e espírito deles. Os indivíduos íntegros buscam o melhor investimento de tempo, talentos e tesouros. Em todas as áreas, conformar-se com menos seria desperdício, tolice e irresponsabilidade. Contudo, é um ímpeto natural caminhar em direção ao que é conveniente e confortável.

O judaísmo não era inferior ou fácil. Divinamente criado, era a melhor religião, a que mais expressava a verdadeira adoração e devoção a Deus. Os mandamentos, as cerimônias e os seus profetas descreveram as promessas de Deus e revelaram o caminho para o perdão e a salvação. Mas Cristo veio, cumpriu a Lei e os Profetas, venceu o pecado, quebrou todas as barreiras que impediam que os homens estivessem na presença de Deus, proveu gratuitamente a vida eterna.

As Boas Novas eram de difícil aceitação por parte dos judeus. Embora eles tivessem buscado e guardado o Messias durante séculos, estavam arraigados ao pensamento e à adoração de acordo com a forma tradicional. Seguir a Jesus parecia repudiar a sua herança e as suas maravilhosas Escrituras. Com precaução e perguntas, eles ouviram o evangelho, porém muitos o rejeitaram e procuraram eliminar esta "heresia". Aqueles que aceitaram a Jesus como o Messias encontravam-se freqüentemente voltando às rotinas que lhes eram familiares, tentando viver uma fé híbrida.

Hebreus é um documento magistral, escrito para os judeus que estavam avaliando Jesus ou lutando com esta nova fé. A mensagem deste livro é que Jesus é o melhor, supremo e suficiente Salvador.

Hebreus começa enfatizando que tanto a aliança antiga (Judaísmo) quanto a nova (Cristianismo) são religiões reveladas por Deus (1.1-3). Na seção doutrinária que se segue (1.4-10.18), o escritor mostra como Jesus é superior aos anjos (1.4-2.18), aos líderes religiosos (3.1-4.13) e sacerdotes (4.14-7.28). O Cristianismo ultrapassa o Judaísmo por ter uma aliança melhor (8.1-13), um santuário melhor (9.1-10) e um sacrifício suficiente pelos pecados (9.11-10.18). Tendo estabelecido a superioridade do Cristianismo, o escritor parte para as implicações práticas de seguir a Cristo. Os leitores são exortados a apegarem-se à sua nova fé, a encorajarem-se uns aos outros e aguardarem ansiosamente a volta de Cristo (10.26-31) e lembrados das recompensas da fidelidade (10.32-39). Então, o autor explica como viver pela fé, citando exemplos de homens e mulheres fiéis na história de Israel (11.1-40), encorajando-os e exortando-os quanto ao cotidiano cristão (12.1-17). Esta seção termina comparando a antiga aliança com a nova (12.18-29). O escritor conclui com exortações morais (13.1-17), um pedido de oração (13.18,19), uma bênção e saudações (13.20-25).

Independente do que você esteja considerando como o enfoque mais importante na vida, saiba que Cristo é superior. Ele é a revelação perfeita de Deus, o sacrifício final e completo pelo pecado, o mediador compassivo e compreensivo, e o único caminho para a vida eterna. Leia Hebreus e comece a enxergar a história e a vida sob a perspectiva de Deus. Então, entregue-se franca e completamente a Cristo, sem quaisquer reservas.


Informações Essenciais
Propósito -
Apresentar a suficiência e a superioridade de Cristo.

Autor - Pelo fato do nome do autor não ser mencionado no texto bíblico, Paulo, Lucas, Barnabé, Apolo, Silas, Filipe, Priscila, e outros têm sido sugeridos. Qualquer que seja o autor, refere-se a Timóteo como um "irmão" (13.23).

Destinatários - Aos cristãos hebreus (talvez cristãos da segunda geração, veja 2.3) que podem ter pensado em retornar ao judaísmo, talvez por uma imaturidade originada de uma falta de entendimento das verdades bíblicas; e a todos os crentes em Cristo.

Data - Provavelmente antes da destruição do Templo em Jerusalém em 70 d.C., porque os sacrifícios e as cerimônias religiosas são mencionados no livro, mas não é feita nenhuma menção da destruição do Templo.

Panorama - Estes cristãos judeus estavam provavelmente sofrendo uma violenta perseguição social e física, tanto de judeus como de romanos. Cristo não havia retornado para estabelecer seu Reino, e as pessoas precisavam ser asseguradas de que o Cristianismo era verdadeiro e de que Jesus era realmente o Messias.

Versículo Chave - "O qual, sendo o resplendor da sua glória, e a expressa imagem da sua pessoa, e sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder, havendo feito por si mesmo a purificação dos nossos pecados, assentou-se à destra da Majestade, nas alturas" (1.3).

Pessoas Chave - Homens e mulheres de fé do Antigo Testamento (cap. 11).

Lugares Chave - Não mencionado na fonte.

Características Particulares - Embora o livro de Hebreus seja chamado de "carta" (13.22), tem a forma e o conteúdo de um sermão.


Fonte: Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal Almeida Revista e Corrigida, CPAD.





 

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A purificação



 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Em malaquias 3:3 diz: "E sentar-se-á como fundidor e purificador de prata..."
Esse versículo bíblico intrigou umas mulheres de um estudo bíblico e elas ficaram pensando no que essa afirmação siginificava em relação ao caráter e a natureza de Deus.
Uma delas ofereceu-se para descobrir sobre o processo de refinamento da prata para o próximo estudo bíblico.
Naquela mesma semana a mulher ligou para um ourives e marcou um horário para assistí-lo a trabalhar. Ela não revelou a razão do seu interesse e só disse estar curiosa para conhecer o processo.
Ela foi assistí-lo. Ele pegou um pedaço de prata e o segurou sobre o fogo, deixando-o esquentar.
Ele explicou que, no refinamento da prata, é preciso que segure-se a mesma bem no centro da chama, onde é mais quente e queima-se as impurezas.
A mulher pensou sobre Deus, que às vezes, segura-nos em situações "quentes" e pensou novamente no versículo: " E assentar-se-à como fundidor e purificador de prata..."
Ela perguntou para o artesão se ele tinha mesmo que ficar sentado o tempo todo na frente do fogo enquanto a prata estava sendo refinada.
Ele disse que sim; que não somente ele tinha que ficar lá, segurando a prata, mas que ele tinha que, também, manter seus olhos na mesma o tempo todo que ela tivesse nas chamas. Se a prata ficasse um minuto a mais no fogo seria destruída.
A mulher ficou em silêncio por um momento. Então ela perguntou: "Como você sabe quando a prata está totalmente refinada"?
Ele sorriu e disse:"Ah, isso é fácil... É quando eu vejo minha imagem nela".
Se você hoje está sentindo o calor do fogo, lembre-se que os olhos de Deus estão sobre você e e que Ele vai ficar cuidando de ti até que Ele veja sua imagem em você.
 
 
Movimento ceonista

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Seca no Rio Eufrates


 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
O Eufrates está secando. Um dos mais importantes mananciais de água da história, às suas margens desenvolveu-se a civilização mesopotâmica: os sumérios, a outrora grande e poderosa Babilônia, depois os assírios, com sua capital Nínive, e depois os medos, os persas e outros povos viveram na região e usufruíram da riqueza que provinha do rio. O Eufrates é citado na Bíblia como sendo um dos quatro cursos d’água que irrigavam o Jardim do Éden (os outros eram o seu irmão gêmeo Tigre, e os hoje desaparecidos Pisom e Giom, conforme Gênesis 2:10-14).
Mas agora, estrangulado pelas políticas de água dos vizinhos do Iraque, a Turquia e a Síria, após anos de seca e uso inadequado, o rio está significativamente menor. Autoridades temem que ele em breve seja a metade do que era.
O encolhimento do Eufrates dizimou as fazendas ao longo de suas margens, deixando pescadores empobrecidos e esvaziando aldeias ribeirinhas, enquanto agricultores fogem para centros maiores à procura de trabalho. Os pobres sofrem, mas todos sentem os efeitos, até xeques, diplomatas e parlamentares donos de propriedades fora de Bagdá.
 “Os velhos dizem que é o pior de que se recordam”, disse Sayd Diyia, um pescador de 34 anos de Hindiya, sentado em um café cheio de desempregados. “Dependo das graças de Deus”. Ao longo do rio, campos de arroz e trigo se transformaram em terra árida. A área cultivada com trigo e cevada no norte caiu cerca de 95%: a produção será pouco mais da metade da de dois anos atrás. Os laranjais estão ressecados, e o maior exportador de tâmaras do mundo, que fornecia cevada para a Alemanha fazer sua cerveja, agora importa grãos. Os produtores rurais, que tinham orgulho patriótico de seu famoso e sofisticado arroz cor de âmbar, dizem que vão abandonar essa variedade por outras mais baratas. Os canais de irrigação viraram córregos e os barcos encalharam. Bombas que alimentavam usinas de tratamento balançam inutilmente sobre poças de lama.
As secas são apenas parte do que está sufocando o Eufrates e seu gêmeo, o Tigre. Em uma conferência em Bagdá - na qual os participantes beberam água engarrafada da Arábia Saudita, um país com uma fração da água doce do Iraque - autoridades falavam em desastre. Os culpados citados com maior frequência são os turcos e sírios. Há pelo menos sete represas no Eufrates na Turquia e na Síria, segundo as autoridades iraquianas, e sem nenhum tratado ou acordo, o governo implora por água junto aos seus vizinhos. “Nós temos uma sede real no Iraque”, disse o ministro do Planejamento, que anunciou que a Turquia aumentou o fluxo em cerca de 60%, salvando o plantio de arroz em algumas áreas. Apesar de a Turquia ter concordado em manter o fluxo e até aumentá-lo, não há compromisso formal.  “Nossa agricultura vai morrer, nossas cidades vão definhar”, disse o ministro.
A questão hídrica ameaça se transformar em fonte de tensão na região. Muitas autoridades americanas, turcas e até mesmo iraquianas disseram que o problema real está nas políticas de gestão do país. A má drenagem e a evaporação deixam os campos tão salgados que, agora que sua plantação de arroz secou, Bashia Mohammed, 60 anos, trabalha ao lado da estrada colhendo sal, a única fonte de renda de sua família, junto com outras mulheres e crianças. “Não há água do rio para bebermos”, ela disse, se referindo ao canal que flui do Eufrates. “Agora está seco e com água de esgoto. Às vezes a água simplesmente é cortada e temos que beber do rio. Meus filhos estão doentes por causa dessa água”.
No sudeste do país, onde o Eufrates se aproxima do fim de sua jornada de 2.784 km e se mistura com as águas menos salgadas do Tigre antes de desaguar no Golfo Pérsico, os pântanos que foram intencionalmente reinundados em 2003, resgatando a cultura antiga dos árabes do pântano, estão secando novamente, e os carneiros pastam em terras no meio do rio. Os produtores rurais, coletores de junco e criadores de búfalos continuam trabalhando, mas, erguendo suas foices enferrujadas, gritam para os visitantes: “Maaku mai”: “Não há água”!
- Reportagem Iraq Suffers as the Euphrates River Dwindles The New York Times, em UOL Notícias. EcoDebate, 16/07/2009 - Tradução: George El Khouri Andolfato
 
Lendo esta notícia, nem mesmo o mais cético dos céticos pode apagar a lembrança da profecia escrita há quase dois mil anos.
Apocalipse, cap. 9:13 a 15 - "O sexto anjo tocou a sua trombeta; e ouvi uma voz que vinha das quatro pontas do altar de ouro que estava diante de Deus, a qual dizia ao sexto anjo, que tinha a trombeta: Solta os quatro anjos que se acham presos junto do grande rio Eufrates. E foram soltos os quatro anjos que haviam sido preparados para aquela hora e dia e mês e ano, a fim de matarem a terça parte dos homens".
Cap. 16:12 - "O sexto anjo derramou a sua taça sobre o grande rio Eufrates; e a sua água secou-se, para que se preparasse o caminho dos reis que vêm do oriente".

Quem diria que um dia esse grande rio, um dos maiores do mundo, que tinha entre 3 e 10 m de profundidade e de 200 a 400 m de largura, que sempre serviu de barreira natural e defesa entre o povo da Mesopotâmia/Oriente Médio e seus inimigos do Oriente um dia ficaria tão seco a ponto de carneiros pastarem em terra seca onde antes navegavam grandes barcos?
Somente aqueles que crêem na profecia poderiam esperar tal coisa – e eles estavam certos!
Os mesmos que sempre creram que haveria uma nação chamada Israel na terra de seus antepassados, a despeito de romanos, árabes e alemães os terem expulsado, perseguido e quase exterminado, sucessivas vezes.
Os mesmos que sabiam que um dia a Europa se reunificaria, mesmo tendo empecilhos como os países comunistas, o muro de Berlim, várias moedas nacionais, etc.
Os mesmos que previam que o mundo seria dividido em grandes blocos comerciais, muito antes de existir a U.E., o NAFTA, o Mercosul e seus pares.
Quem crê na profecia bíblica sabe que não apenas esse desastre ambiental na Mesopotâmia, mas muitos outros acontecimentos, como os terremotos (agora já tem terremoto até em Goiás) são sinais que foram previstos há muito tempo pelo Senhor da Natureza. Há quem diga que terremoto sempre teve, e por ser o planeta menos habitado na antiguidade, não se tem registro de tais eventos, esquecendo-se de que é possível determinar a data exata de cada um desses cataclismos. Ou não é assim que se determina a idade dos propalados fósseis? E esses mesmos métodos revelam que os terremotos têm aumentado de freqüência e intensidade nas últimas décadas.
Jesus disse que os sinais da sua vinda seriam como “dores de parto”. As dores de parto não ocorrem de uma vez, mas vão se sucedendo em intervalos cada vez menores, e com intensidade cada vez maior, até que chega a hora da criança nascer.
A vinda de Jesus será da mesma forma, como Ele mesmo disse. Os sinais estão apenas se intensificando. Vai ficar pior, muito pior.
Não sabemos a data exata, embora alguns tenham quebrado a cara ao dizer que seria num sábado de 2007, outros que será entre 2017 e 2018, outros em maio de 2011, e por aí vai.
Sabemos apenas que está próximo, muito próximo, o retorno de Jesus.
Você está preparado(a)?
 
 
Fonte:da-a-quem-doer.bogspot.com
 

 

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Marca da besta?



 


 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Muitos fiéis e estudiosos voltam sua atenção de um modo muito especial (e peculiar) para o último livro da Bíblia, o Apocalipse. João, servo de Deus, recebeu de um anjo revelações sobre o tão falado fim dos tempos. “Bem-aventurados os que leem e aqueles que ouvem as palavras da profecia e guardam as coisas nela escritas, pois o tempo está próximo.” (Apocalipse 1:3)


João cita suas visões tais e quais as teve, cheias de simbolismos e alegorias, em uma linguagem altamente metafórica. E justamente aí vem uma grande confusão por parte de intérpretes da Bíblia: enquanto uns defendem que tudo é falado simbolicamente, outros defendem que o conteúdo tem de ser levado ao pé da letra – o que não diz respeito somente ao Apocalipse, mas a toda a Palavra Sagrada.


Há em Apocalipse a figura do anticristo, um líder mundial que, alegando querer manter a ordem, seria carismático a ponto de desviar os fiéis de Deus. O mesmo texto fala da “marca da besta”, uma distinção dada a todos os adoradores do reino do mal. Independentemente da raça ou da classe social, a citada nova ordem mundial impõe algo a todos os seres humanos, “… faz que lhes seja dada certa marca sobre a mão direita ou sobre a fronte…” (13:16) Tal marca seria obrigatória entre os conscientes e inconscientes seguidores da besta, com o aval da figura de autoridade do anticristo. A identificação seria usada como uma espécie de documento oficial, “para que ninguém possa comprar ou vender, senão aquele que tem a marca…” (13:17)

O chip subcutâneo
Ultimamente, com o advento de aparatos tecnológicos que só existiam na ficção científica de pouco mais de 100 anos para cá, tem sido muito discutido o chip de identificação subcutâneo, um dispositivo eletrônico menor que um grão de arroz que, sob a pele, traz todas as informações de seu portador. O chip funcionaria mais ou menos como hoje funcionam os demais documentos convencionais: carteira de identidade, cartões de crédito e débito, crachás para entrada em empresas e instituições, entre outros. Mas também teria caráter de localizador: com o Sistema de Posicionamento Global (Global Positioning System – o famoso GPS), toda pessoa poderia ser localizada via satélite.


Os cientistas que elaboram o chip, que já está inoculado em algumas pessoas e animais para testes, alegam que ele seria muito útil para fins de resgate, por exemplo. Ao digitar o código do chip, o satélite mostraria onde está seu portador em meio a uma grande mata, ou mesmo em um centro urbano.


Chips em documentos


Na documentação tradicional, o microchip também já chegou. Cartões bancários e documentos de identidade já são elaborados com as pequenas peças de silício com todas as informações necessárias. Em alguns meses, começarão a ser distribuídas no Brasil as novas carteiras de identidade eletrônicas, com as informações escritas, como nas convencionais, com foto, mas também com o histórico do cidadão em um chip na sua extremidade.


Motivo de alarme?


Cristãos de todo o mundo veem no chip subcutâneo e nas identidades com chip sinais de que seriam as tão faladas “marcas da besta” do Apocalipse. Muitos pensam, inclusive, em evitá-los. A série de filmes em longa-metragem “Deixados para Trás”, lançada pelo circuito independente norte-americano e muito popular no mercado de vídeo brasileiro, mostra o fenômeno sobrenatural do arrebatamento e a obrigatoriedade da implantação do chip, a ponto de que quem se recusasse a ele fosse preso pelas autoridades. Os filmes chegam a mostrar agentes do FBI aprisionando simples cidadãos que se negam a ter o chip sob a pele.


Especula-se que o aparelho funciona melhor no dorso da mão, ou na testa, o que até agora não foi oficialmente comprovado.
 

 

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